13 Nov
“Araçariguama é a ‘bola da vez”
 
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Delegado Nacional do Partido PSDB pela região de Sorocaba e presidente do partido em Araçariguama, Francisco Martins Pereira, foi com o prefeito Roque Hoffmann à China para participar do 5º Fórum Internacional de Cidades. Ele considerou o povo chinês amável e receptivo e diz que voltou convicto de que Araçariguama é a “bola da vez” e desperta para ser a capital logística de São Paulo. Acompanhe a entrevista com Francisco Martins, que também é secretário de Governo de Araçariguama.

Jornal Atitude: Explica um pouco para os moradores de Araçariguama o que é exatamente a Secretaria de Governo de Araçariguama
Francisco Martins Pereira: A Secretaria de Governo funciona dentro dos moldes da Casa Civil de qualquer governo. E tem como papel principal assessorar o prefeito, subsidiar o prefeito nas questões de administração geral do município. Então cabe à Secretaria de Governo a parte jurídica, a inter-relação entre secretários, a questão dos micros, médios e grandes projetos do município com o Governo Estadual e Federal. Tem que estar sempre e prontamente atenta a questões como saúde, saneamento, estradas. É como se fosse uma agenda do prefeito. Além de entender o seu governante porque cada um acaba governando de um jeito, e então dentro dessa ótica cabe fazer o melhor para a cidade.

J.A.: O senhor já havia trabalhado com o prefeito Roque antes?
F.M.P.: Não.

J.A.: E como foi encontrar essa forma de entrosamento com o prefeito e entender a forma como ele administra?
F.M.P.: Conheci o Roque na indústria da qual ele faz parte e por ocasião, nas vésperas da disputa desse último pleito nós resolvemos filiá-lo ao PSDB, e entre os filiados para disputar as eleições escolhemos o Roque porque consideramos que ele era o que tinha mais condições de sair vitorioso nas eleições. Assim ocorreu e estamos trabalhando. Houve vários feitos no município, há correções a serem realizadas, e há muito que se fazer ainda. Temos que ter a humildade de dizer que há muito ainda o que fazer pelo município, principalmente na questão de infra-estrutura.

J.A.: O senhor falou que há algumas correções a serem feitas. Que tipo de correções são essas?
F.M.P.: Nós temos um plano de governo elaborado pelo prefeito Roque e não conseguimos ainda implantá-lo na sua totalidade. Esse plano contempla todas as áreas de serviços para o município desde saúde, educação, estradas, questões sociais e muito a questão de infra-estrutura e não conseguimos, e por quê? Porque ficamos um ano e meio acertando a situação do município que era inadimplente. Atualmente, uma pessoa física ou jurídica negativa nos órgãos de crédito não consegue nada, e Araçariguama estava nessas condições. Hoje a cidade é um município que tem crédito junto aos Governos Estadual e Federal. Temos projetos importantíssimos que saíram do forno e foram para o Governo Federal brigar para a vinda dessas verbas para a cidade, porque agora temos ficha limpa.

J.A.: Araçariguama participou do 5º Fórum Internacional de Cidades na China. Como que foi essa experiência?
F.M.P.: A China é um país fantástico, com uma economia efervescente, em ebulição. Conheci a China por leitura de alguns artigos de economistas, mas não imaginava o pulo que ela está dando para assumir importante papel na economia nos últimos 10 anos. E nesse Fórum foi feito desde demonstração de produtos até debatidos temas como meio ambiente, sustentabilidade, economia, turismo. E foi muito gratificante observar que lá estavam municípios japoneses, americanos, australianos e cidades de países asiáticos e africanos também. Nos deixa muito orgulhosos entrar nesse palco e ver a pequena Araçariguama representada com a bandeira do Brasil, o nome Araçariguama e mais a bandeira da China ao lado, deixar Araçariguama nesse cenário mundial, uma cidade ainda pequena, mas que desperta para o crescimento.

J.A.: Deve dar até um arrepio não é?
F.M.P.: Você nem imagina, principalmente no encerramento do evento quando teve a foto oficial e foram hasteadas as bandeiras de todos os países presentes, e tava lá quase 30 países. E essa foto é uma foto histórica. No futuro o pessoal vai pensar: “Nossa, há tantos anos atrás Araçariguama foi representar o Brasil na China”. E o grau de interesse do povo chinês pelo Brasil foi grande também, e tivemos oportunidade de mostrar o que é Araçariguama. A questão logística do município. Mostrar que Araçariguama, de aproximadamente 150 km², está há cerca de 80 Km do principal aeroporto exportador que é o Viracopos, que está há mais ou menos, a 100 Km do porto de Santos que é o principal porto exportador brasileiro, está mais ou menos 70 Km do aeroporto de Cumbica, também está há 20 minutos de onde a Toyota vai colocar uma de suas fábricas. Então foi vendido Araçariguama como se fosse a capital de logística do Brasil. Araçariguama além de ser a “bola da vez” desperta para ser a capital logística de São Paulo. E tem a questão de estar perto do rodoanel também. E tudo isso deixou os investidores chineses muito interessados e vamos recepcioná-los aqui no ano que vem.

J.A.: Como o senhor sentiu a receptividade e interesse de Araçariguama pelos chineses?
F.M.P.: Nunca vi um povo com uma identidade cultural tão definida e tão pronto para o crescimento, tanto arrojo e vontade para trabalhar, com objetivos definidos. Sabem para o que estão lá. Eles querem vender e querem participar do desenvolvimento de outros países. Eles sabem que o Brasil é um país em desenvolvimento. O chinês hoje tem pretensão de investir aqui. Já recepcionamos uma comitiva de uma empresa de implementos agrícolas e tratores, que verificaram algumas áreas e estamos ai em uma briga, porque os municípios também disputam né? Mas Araçariguama tem condições vantajosas de sair na frente.

J.A.: Então os olhos dos chineses brilharam por Araçariguama certo?
F.M.P.: Sabe o que acontece? Hoje existe o que os economistas chamam de BRIC, são os países subdesenvolvidos que estão passando a serem desenvolvidos, como Brasil, Rússia, India e China. Então você chega na China com uma economia efervescente, que quer expandir, atingir novos mercados. Aí você faz a colocação como o prefeito Roque fez: Olha, somos uma cidade pequena, mas estamos ao lado do conglomerado de 18 milhões de pessoas que é a região metropolitana de São Paulo, e estamos trabalhando nossa infra-estrutura, temos áreas relativamente baratas, e podem ser instaladas indústrias e comércios lá. Então, quem não quer ter seu negócio aqui, pagando extremamente mais barato que Jandira, Barueri, Osasco, e isso há meia hora de São Paulo? Então isso é um facilitador interessante para o desenvolvimento do município.

J.A.: Mostrando Araçariguama como uma cidade promissora para receber indústrias e empresas, pode acarretar a vinda, então, de mais pessoas no município, que consequentemente terá sua população crescendo cada vez mais. Numa matéria publicada na edição passada do Atitude, o senhor comentou que a cidade de Wuxi tem um conjunto habitacional que Araçariguama pode levar como exemplo. Como é esse conjunto?
F.M.P.: Por desenvolvimento podemos subentender infra-estrutura com planejamento. Me recordo que no movimento de emancipação da cidade – ao qual participei – já falávamos: o que nós queremos ser? O que nós desejamos? Qual o nosso perfil? Para onde vamos? E o administrador público tem que ter essa noção e hoje temos isso bem definido. Dentro desse pensamento e planejamento, o que precisamos primeiro é infra-estrutura. Não pode crescer uma comunidade se não tiver escola, saúde, meios de transporte, para que as pessoas vivam bem e, com isso, consigam melhor renda, para consumir mais no município, para ele crescer mais fortemente. E o que chamou nossa atenção nesse distrito de Wuxi foi como eles criaram esse residencial. Era uma região que eles chamam de fazenda, onde existia plantadores de hortas e pequenas granjas, e nessa região eles criaram empreendimentos para abrigar 2.000 famílias. Com infra-estrutura completa: educação, saúde, lazer, a própria forma de transporte, uma moradia digna. É um condomínio vertical, um prédio, e tive oportunidade de entrar na casa de um morador e observar como vive no dia a dia. E o prefeito Roque se atentou a isso e nós vamos começar a trabalhar nisso. Tem um projeto para começar com umas 200 ou 400 casas, porque aqui temos muita área e podemos fazer habitações horizontais.

J.A.: E nesse 5º Fórum, Araçariguama foi ressaltada apenas na questão logística ou foram observados outras características da cidade, envolvendo o meio ambiente, por exemplo?
F.M.P.: Eu imaginava encontrar na China um rio poluído, estradas esburacadas, sem árvores, e foi exatamente ao contrário, eles estão rasgando estradas para todo lado, completamente arborizadas, a preocupação com o paisagismo lá é interessante, constrói um prédio e todo o entorno já começa a ser arborizado. E chegamos a citar pra eles que temos o município margeado mais ou menos 8 Km pelo rio Tietê. Um professor universitário até chegou a comentar se o rio não é um dos mais poluídos do Brasil, respondemos que era um dos mais poluídos, mas hoje ele está em processo de recuperação. E um dos problemas ambientais que temos são esses 8 Km margeando a cidade.

J.A.: Como participante ativo do PSDB, como você vê o Brasil em 2011 tendo a Dilma como presidente?
F.M.P.: Faz parte da democracia. A Dilma teve seus milhões de votos , mas se você somar os votos brancos, os nulos e os do José Serra, você tem quase 85 milhões de eleitores que não votaram na Dilma. Aí reside o grande feito da democracia. Ela que foi eleita com 55 milhões de votos tem 85 que não votaram nela, e ela vai administrar para todo o povo.

J.A.: Você não nasceu em Araçariguama. Como você conheceu a cidade?
F.M.P.: Sou do sertão de Pernambuco e não tive oportunidade de ser alfabetizado até os 12 anos, então aos 12 anos cheguei no interior de São Paulo, fui alfabetizado, fiz o primário que hoje é fundamental, o colegial, vim pra São Paulo e já trabalhei em várias empresas. E há quase 30 anos comecei a procurar um lugar no interior onde conseguisse uma vida mais calma, interiorana. Quando resolvi procurar falei para minha esposa: “Olha, a Praça da Sé está no ponto zero, há 40 km já não é mais região metropolitana nem mais o anel poluidor, que se estende em 30 ou 40 km. E quando saí para o interior vi Itapevi, Santana de Parnaíba, até que cheguei em Araçariguama, e fui recepcionado pelo senhor João Coco e pelo Paraíba, que era corretor. Me mostraram algumas propriedades e acabei me fixando aqui. Dois anos depois me envolvi no movimento de emancipação, pesquisei sobre a história de Araçariguama, muitas pessoas ainda me chamavam de historiador (risos). Para você ter uma idéia em 1563 existia no estado de São Paulo sete tribos indígenas mais ou menos distintas que disputavam entre si o crescimento, eram elas a Aldeia de São Paulo, de Santo Amaro, de São Miguel, de Carapicuíba, de Barueri, uma na região de Mogi e a Aldeia de Araçariguama. Então participei da emancipação, no final de 1992. Como forma de colaborar na primeira Lei Orgânica do Município e o Regimento interno da Câmara Municipal, me tornei vereador, já pelo PSDB. Não quis participar da reeleição, saí como candidato a Deputado Estadual, também pelo PSDB, e acabei me envolvendo com a direção do partido. Nos pleitos seguintes coordenei campanhas, inclusive participei da campanha e feitura do plano de governo do prefeito Roque Hoffamnn.

J.A.: Qual mensagem você deixaria para os moradores de Araçariguama?
F.M.P.: Investir pesadamente na educação. Participar da vida do município. Criar um relacionamento. E Araçariguama está pré-destinada a ser um município rico, e não tem como você ser um município rico com pessoas pobres. Estamos caminhando para ser um município rico, mas temos que ter inteligência, empreendorismo, vontade política e fazer com que as pessoas acompanhem o desenvolvimento do município.

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